Sentimentos
(Zaqueu da Cunha Carvalho)
Meu sol não brilha
O sentimento me afoga
O vento não me afaga.
Tudo o que era doce
Tornou-se
Amarga.
A chuva lava
Minhas lágrimas
O fogo me aquece
Mas incendeia minha paixão.
E entre a cruz e a espada
Sofre um pequeno ser
Dentro de mim
Mas muito grande...
Por guardar sentimentos
Que parece
Não ter fim.
E esse ser
Que me deixa entre
O amor e a razão
Chama-se coração.
Tudo que quero
(Zaqueu da Cunha Carvalho)
A se meu sonho
Paira-se e realizar-se
Em seu horizonte.
E de suas águas
Eu pudesse ser
Sua fonte.
De um leito
A outro faria questão
De ser sua ponte.
E se de teu amor
Eu fizesse parte
Uniria uma só para te amar
Amar aos montes.
Iludido
(Zaqueu da Cunha Carvalho)
Algumas portas se fecham
Outras se abrem
Mais em uma delas
A de se encontrar
O seu grande amor
Nos caminhos da vida
Alimentei uma ilusão
E colhi uma paixão
Não correspondida.
E agora vou analisar que:
A minha porta de entrada
É a mesma de saída.
No amor a utopia
Existe
E o seu nome
É Despedida.
Nossa ponte
(Zaqueu da Cunha Carvalho)
Passei por vários vales
Caminhos e horizontes
Muitas curvas muitas pontes
Algumas delas se quebraram.
Mais a nossa
Ficou intacta
A mesma que liga
você e eu.
Espero que os cupins
Da inveja, do ódio e do rancor
Não a corroam.
Para que haja esse nosso
Encontro dialogo...
Confinamento
E a felicidade.
Dando aos nossos
Corações alegria
Em vez de sofrimento.
Que sigamos
Nossas vidas
Assim como segue
O vento.
Caminhos
distintos
(Zaqueu da Cunha Carvalho)
Cadê aquele sorriso lindo
Que ficou no horizonte?
Parece que perdi a minha fonte...
Minha fonte de viver.
Parece que se quebrou
Aquela ponte
Que fazia inerência
Entre eu e você.
O arco-íris que sumiu
Brilhava aos meus olhos
Não quis mas aparecer.
Lógico que a vida
É dura pra quem é mole
Mas o que dizer do amor
É destinado ou se escolhe?
A flor e o beija flor
Aos meus olhos
Sempre serão enamorados.
Já eu e você...
Pelo destino
Somos separados.
O jardineiro e sua flor
(Zaqueu da Cunha Carvalho)
Porque todas são iguais
E só você é diferente?
Porque todas que conheço
É só uma a mais
E você única somente?
Será se por que na polinização
do jardim
Você foi a rara semente, dócil, doce, inocente
Por ser tão linda, odiada, cobiçada
Carrega consigo o seu jeito plangente?
E quando o choro cai do céu
Você inspira o poeta com caneta
e papel
O pintor com a tinta, o quadro e o pincel
Causa inveja às outras rosa e flores
Porque és indiferente no imenso
vergel.
Pó ser tão bela farei em seu entorno
Um simples casebre para que no amanhecer
Seja você a primeira vista da
minha janela.
Não penso em roubá-la
Vou ser seu jardineiro para conquistá-la
Designei-te como flor!
Por que não jóia rara
De tudo que há e que conheço em você nada se compara
Na fauna e na flora quero ser seu beija flor
Na canção seu poeta cantor
Seu afeto em momentos de dor
Seu fiel escudeiro e seu grande amor.
Não quero só admira-la
Sou seu jardineiro
E você minha flor.
Um olhar somente
(Zaqueu da Cunha Carvalho)
Aquele primeiro olhar
Locou você no meu coração
Em um lugar especial, diferente
Onde nunca ninguém adentrara.
A cada encontro, aqueles entreolhares
Mesmo sentimento, êxtase, paixão
Único dentre outros milhares.
Ah, aquele primeiro olhar
Tornou-se uma figura hermética ao meu coração
E quando sempre a o derradeiro
Jamais deixará de ser o primeiro.
Freqüência de meus pensamentos
De forma arbitraria, não sei se culpo: eu ou você
Dos meus sentimentos
Como posso desfigurar-me
De uma figura angelical
Simetricamente sempre
Próximo de mim.
Você tornou-se raiz
Em meu coração
Flor do meu jardim
Retrato da minha paixão.
Tornei-me monótono, taciturno
Diurno e noturnamente,
Talvez porque de você eu estava ausente
E do destino não sei se prisão ou presente.
Pra mim
Mesmice, rotina,tolice
Culpa de um olhar somente.
E a vida continua...
E eu penitente.
Destino
(Zaqueu da Cunha Carvalho)
Que o alarde daquelas tardes
Nem tenhas fim, sovina
Seu amor , guarde-o só
Para mim.
Uma senda levou-me
A um pomar, sobre
Os olhos de um luar revelaram-me
Você escondida em um jardim.
Na platéia as estrelas a brilhar, serenamente
Valsavam as folhas e o vento sem cessar
Afogando-me em te beijar
Com a companhia da noite
Pedia para nunca acabar.
Levado ao amanhecer
Memorial do destino
Gravado em infinito
Para nunca esquecer.
Tardes, noite, luar
Amanhecer, destinado
A eu e você.
Paixão sem razão
(Zaqueu da Cunha Carvalho)
Flamejantes aos olhos meus
A ti guardo o lugar mais belo
Mais singelo, lado esquerdo do
Meu peito que é todo seu.
Alem do horizonte
As vertentes testemunhas oculta
Da minha mente.
De tudo que tenho
Minha riqueza sem você
Faz-me um ser vazio e carente.
Das lagrimas contidas
Retrata um retrato
De minha vida
Ilusão querida.
De onde advinha
Perola igual aquela
Tão bela, taõ linda.
Um único olhar
Que faz nascer
Essa paixão que sem razão
Nunca se finda.
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